Escola SESI São Luís disputa Prêmio Porto do Itaqui com soluções robóticas

Duas equipes da Escola SESI São Luís estão entre as finalistas ao Prêmio Porto do Itaqui, na categoria Robótica. A cerimônia de premiação acontece amanhã, terça-feira (25), durante o Inova Itaqui, no Multicenter Negócios e Eventos. A programação reúne projetos desenvolvidos a partir de desafios relacionados às operações portuárias.
Representando o SESI-MA, as equipes de robótica Falcons e Unimate apresentam soluções que utilizam robótica, automação e sensores para contribuir com processos ligados à limpeza, ao monitoramento e ao carregamento de granéis sólidos no ambiente portuário. A equipe Falcons concorre com o projeto PortoBot: Solução Robótica para Limpeza Inteligente de Áreas Portuárias. A proposta consiste no desenvolvimento de um robô autônomo capaz de percorrer áreas operacionais, identificar resíduos e realizar a limpeza do local.
O equipamento utiliza escovas circulares rotativas para direcionar poeira, pequenas partículas e outros materiais para um reservatório interno. A navegação é auxiliada por sensores, como o ‘LiDAR”, um tipo de sensor a laser giratório que consegue fazer medições em duas dimensões. Ou seja, é possível fazer com que o robô consiga criar um mapa em 2D e saber se tem algum obstáculo perto que permite o mapeamento do ambiente e a identificação de barreiras.
Segundo a aluna Antonella Balata, integrante da equipe Falcons, a participação no prêmio representa uma experiência inédita e cercada de expectativas. “É minha primeira vez participando do evento e tenho grandes expectativas, principalmente porque adquirimos a maior nota na primeira parte do edital, e foi algo que nos surpreendeu muito”, afirmou.
A ideia do PortoBot surgiu a partir da identificação de um desafio presente nas operações portuárias: o derramamento de granéis sólidos nas vias utilizadas para transporte e movimentação de cargas. Além da perda de material, o problema pode gerar impactos ambientais, aumentar os custos com limpeza e manutenção e representar riscos para as atividades operacionais.
Para o professor Diego de Oliveira Dantas, que acompanha a equipe Falcons, a proposta vai além da automatização da limpeza. O robô também poderá registrar os locais com maior concentração de resíduos, contribuindo para a geração de dados e para a identificação de possíveis padrões de derramamento. “Mais do que substituir uma pessoa por uma máquina, queremos mostrar como a robótica pode transformar uma atividade operacional em um processo mais automatizado, seguro, sustentável e baseado em dados”, destacou.
Já a equipe Unimate concorre com o projeto PDCN – Sistema Integrado de Pesagem, Dosagem e Controle de Nível, desenvolvido para acompanhar, em tempo real, o carregamento de granéis sólidos em caminhões dentro da operação portuária. A solução integra informações relacionadas ao peso do veículo e ao nível de material presente na carroceria. Por meio de sensores, o sistema acompanha a distribuição da carga, identifica a aproximação de limites críticos e pode emitir alertas ou atuar sobre o mecanismo responsável pelo fluxo do material.
De acordo com o professor e técnico de Robótica Antonino Medeiros, o projeto foi definido após pesquisas sobre desafios relacionados à movimentação de granéis sólidos, que representam 75% das cargas operadas no Porto do Itaqui. A equipe analisou questões como sobrecarga de veículos, perdas de material, retrabalho e controle do carregamento antes de desenvolver o protótipo.
O desenvolvimento da solução passou por diferentes etapas, incluindo concepção, testes estruturais com LEGO, simulação eletrônica e a construção de um protótipo utilizando tecnologias como ESP32/Arduino, sensores ultrassônicos e célula de carga. O objetivo é tornar o processo de carregamento mais inteligente, permitindo a identificação de situações críticas antes que elas resultem em problemas na operação.
A participação das equipes da Escola SESI São Luís no Prêmio Porto do Itaqui evidencia a aplicação prática dos conhecimentos desenvolvidos pelos estudantes do SESI-MA. Ao transformar desafios reais do setor portuário em projetos de robótica e automação, integrantes das equipes Falcons e Unimate demonstram como a educação, a tecnologia e a inovação podem contribuir para processos mais eficientes, seguros e sustentáveis.
Criado para estimular e reconhecer trabalhos voltados à inovação nos setores portuário, marítimo e logístico, o Prêmio Porto do Itaqui é uma iniciativa da Empresa Maranhense de Administração Portuária (EMAP) em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (FAPEMA). A premiação busca valorizar soluções capazes de contribuir para o avanço da ciência, da tecnologia e da inovação nas atividades relacionadas ao setor portuário.
Fonte e foto: ASCOM FIEMA





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